Valvopatias podem evoluir silenciosamente e comprometer o coração
Notícias do Recife, Região Metropolitana e Pernambuco, com política, serviços, cultura e jornalismo de proximidade por Evanndro Lira.
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| Dra. Fabiana - Divulgação |
Falta de ar durante atividades simples, cansaço excessivo, palpitações, dor no peito, tontura e episódios de desmaio podem ser sinais de alterações nas válvulas do coração. Conhecidas como valvopatias, essas doenças podem evoluir silenciosamente durante anos e, nos casos mais graves, exigir procedimentos por cateter ou cirurgia para reparar ou substituir a válvula comprometida.
O coração possui quatro válvulas - aórtica, mitral, tricúspide e pulmonar -, responsáveis por garantir que o sangue circule na direção correta. Os problemas ocorrem principalmente quando uma delas apresenta estenose, estreitamento que dificulta a passagem do sangue, ou insuficiência, quando a válvula não fecha adequadamente e permite o refluxo sanguíneo.
Segundo a cirurgiã cardiovascular do Real Instituto de Cirurgia Cardiovascular (RICCA), Dra. Fabiana Oliveira, nem toda alteração exige intervenção imediata. “Existem pacientes que podem permanecer durante anos apenas em acompanhamento. A decisão de intervir depende da gravidade da lesão, dos sintomas e do impacto sobre o funcionamento do coração”, explica.
O envelhecimento da população aumenta a importância do diagnóstico. A estenose aórtica, por exemplo, torna-se mais frequente com o avanço da idade. Quando a doença progride, o coração precisa fazer mais esforço para bombear o sangue, podendo levar ao comprometimento do músculo cardíaco e à insuficiência cardíaca.
“Falta de ar, redução da capacidade para realizar esforços, dor no peito e desmaios precisam ser investigados. Muitas vezes, o paciente acredita que está apenas mais cansado por causa da idade e demora a procurar atendimento”, alerta Dra. Fabiana.
O tratamento depende da gravidade da doença e das condições clínicas de cada paciente. Medicamentos podem ajudar a controlar sintomas e doenças associadas, mas não corrigem uma válvula com comprometimento estrutural grave. Quando há indicação de intervenção, a cirurgia permite reparar a válvula ou substituí-la por uma prótese. Procedimentos menos invasivos também ampliaram as possibilidades de tratamento, como o TAVI, técnica realizada por cateter e utilizada principalmente para substituição da válvula aórtica em casos selecionados.
“A escolha entre acompanhamento clínico, procedimento por cateter ou cirurgia precisa ser individualizada. Hoje contamos com diferentes estratégias para buscar o melhor equilíbrio entre segurança, durabilidade e benefício para cada paciente”, destaca a cirurgiã cardiovascular.
O diagnóstico envolve avaliação médica e exames como o ecocardiograma, capaz de identificar qual válvula está comprometida e avaliar a gravidade da alteração. Para Dra. Fabiana, reconhecer os sinais e buscar atendimento no momento adequado pode evitar danos ao coração. “O objetivo é não antecipar um procedimento desnecessariamente, mas também não esperar até que o músculo cardíaco esteja comprometido. O tempo certo faz diferença no resultado do tratamento e na qualidade de vida”, conclui.
SERVIÇO
Real Instituto de Cirurgia Cardiovascular (RICCA)
Endereço: Av. Gov. Agamenon Magalhães, 4760 – Paissandu
Instagram: @ricca_rhp
Assessoria de Imprensa
Patrícia França
