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Primeiro terminal privado no Ceará prepara operação multifuncional na Transnordestina (Foto: Yasmin Fonseca/MIDR) |
Primeiro terminal privado em construção pretende se posicionar como operador logístico e de varejo
Enquanto a Transnordestina Logística S.A. (TLSA), empresa responsável pela construção e operação da ferrovia, oferece aos clientes a flexibilidade de contratar vagões individuais, o Terminal Logístico de Iguatu (TLI) aposta em outro caminho. A grande estratégia do diretor e sócio do empreendimento, Eugério Queiroz, é posicionar o terminal como operador logístico e de varejo, atuando em diferentes formatos de negócios. “Vamos fazer o transporte, a logística e, também, a comercialização”, adianta.
Primeiro terminal privado em construção na malha da Transnordestina no Ceará, o TLI mostra como essas estruturas cumprirão papel estratégico para o desenvolvimento regional, promovendo a redução de custos de produção, estabilizando a oferta de produtos e induzindo a viabilidade da ferrovia como um todo.
Queiroz descreve quatro modelos operacionais que podem ocorrer entre os clientes, a Transnordestina Logística S.A. (TLSA), empresa responsável pela construção da ferrovia, e o terminal de Iguatu. Em cada um deles, o TLI cumprirá um papel específico:
- Prestador de serviços, recebendo e descarregando trens de carga;
- Gestor da cadeia logística, oferecendo além do transbordo o frete rodoviário final para o cliente;
- Parceiro de infraestrutura, oferecendo espaços de armazenagem;
Fornecedor, comprando cargas para revenda direta em Iguatu.
“A Transnordestina pode firmar contrato com uma grande empresa e armazenar (a carga) no nosso terminal, pagando pelo transbordo um percentual mínimo, e nós fazermos a logística final ou a própria Transnordestina pode fazer a logística da ponta, que a gente chama de perna rodoviária final, até o destino do produto”, exemplifica o diretor do TLI.
Com essa atuação multifacetada, o terminal logístico oferece agilidade para capilarizar as entregas e democratizar o acesso ao transporte ferroviário. Ao dizer que pode cobrar pelo transbordo, armazenamento ou entrega final, Queiroz mostra que o terminal tem um "cardápio" de serviços. Isso retira a barreira de entrada para empresas menores, que podem ser atendidas mesmo se precisarem de um único vagão.
“Nós podemos trazer um vagão para a empresa X, outro para a empresa Y e fazer a cobrança do frete, ou a Transnordestina fazer (a cobrança) e nos pagar pelo transbordo e armazenamento”, detalha ele. A partir disso, a empresa que adquiriu a carga pode retirá-la no terminal ou contratar a entrega. A segunda opção é a que tende a ser mais frequente de acordo com o diretor do TLI. “Vai ser o carro-chefe”, diz.
A proposta de entregar cargas no destino final via modal rodoviário transforma o terminal em um regulador de estoque para o Ceará. Se houver escassez de grãos na região, o TLI pode usar sua inteligência logística para trazer carga por conta própria e abastecer o mercado local. Essa possibilidade também é interessante para pequenos e médios produtores da região que poderão contar com o terminal como fornecedor, se beneficiando do preço reduzido do frete ferroviário.
É sob essa lógica que o diretor e sócio do TLI afirma: “Nós contamos como parceiros de primeira hora os diretores da Transnordestina e o propósito é um só: mudar a configuração econômica de Iguatu, da região e do estado”.
Potencial elevado
A inauguração do Terminal Logístico de Iguatu está prevista para o fim de maio. O empreendimento, iniciado em 2024, tem contrato com a TLSA para movimentar em torno de 20 mil toneladas por mês de grãos e farelo. Para Queiroz, a viabilidade do negócio “é uma coisa indiscutível”, principalmente se tratando do elevado potencial do transporte ferroviário para reduzir custos logísticos. “De início, nós aguardamos fazer uma redução de até 30% do custo do frete. Isso representa, a grosso modo, R$ 5,00 de uma saca de 60 quilos”, explica.
A intenção do diretor do terminal, no entanto, é expandir a operação para futuramente incluir outras mercadorias, como minérios, fertilizantes, contêineres e até combustíveis. A proximidade da Transnordestina com a região do Matopiba, que engloba os estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia, é um ponto fundamental, que promete influenciar o abastecimento de combustíveis no Ceará ao permitir a importação de etanol de polos produtores muito mais próximos.
“Pela prévia do nosso estudo de viabilidade, é possível trazermos o etanol, principalmente da região do sul do Piauí e do sul do Maranhão, a um custo menor do que o que temos atualmente no Ceará. Hoje, o etanol aqui está com o preço bem elevado por vir do Sudeste e do Centro-Oeste”, observa Queiroz.
Diferentes vocações, mesma conexão
Para compor a nova malha ferroviária, a operadora da Transnordestina prevê a instalação de nove terminais intermodais e um porto seco (veja lista abaixo). Até o momento, sete dos terminais serão construídos e operados pela própria TLSA, enquanto os outros dois e o porto seco serão de parceiros privados.
Ainda que essas estruturas tenham contratos de parceria com a operadora da ferrovia, podem oferecer serviços sem etapas intermediárias e customizar o atendimento às demandas locais, garantindo que a Transnordestina atenda plenamente as diferentes vocações produtivas dos estados nordestinos.
- Localização dos terminais logísticos previstos pela TLSA:
- Eliseu Martins/PI
- Bela Vista do Piauí/PI
- Trindade/PE
- Salgueiro/PE
- Missão Velha/CE
- Iguatu/CE
- Quixeramobim/CE (porto seco)
- Quixadá/CE
- Maranguape/CE
- TUP NELOG - Porto do Pecém/ CE
Com a entrada em operação dos terminais intermodais e a consolidação de parcerias com a iniciativa privada, a Transnordestina avança para se tornar uma nova espinha dorsal logística do Nordeste. Ao conectar áreas produtoras, centros de consumo e o Porto do Pecém, a ferrovia tem potencial para reduzir custos, ampliar mercados e fortalecer a competitividade regional, abrindo caminho para um novo ciclo de desenvolvimento ao longo de toda a sua malha.
Assessoria de Comunicação Social do MIDR
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