Dr. Wellington Marques  - Divulgação

Médico explica como cuidar do couro cabeludo durante a quimioterapia e alerta que a recuperação dos fios deve respeitar o tempo do organismo

A perda dos cabelos é um dos efeitos mais visíveis e emocionalmente delicados enfrentados por algumas mulheres durante o tratamento do câncer de mama. Embora nem todos os medicamentos provoquem queda, determinados quimioterápicos atingem células que se multiplicam rapidamente, incluindo as responsáveis pelo crescimento dos fios.

 A alopecia pode começar poucas semanas após o início de alguns esquemas de tratamento e, na maioria dos casos, é temporária.

No Outubro Rosa, mês dedicado à conscientização sobre o câncer de mama, o médico tricologista Dr. Wellington Marques chama atenção para um aspecto que vai além da estética. “O cabelo está diretamente relacionado à identidade e à autoestima. Para algumas mulheres, a queda torna o diagnóstico mais visível e pode aumentar o impacto emocional do tratamento. É importante acolher essa paciente e mostrar que existem cuidados possíveis durante e depois dessa fase”, explica.

Durante a quimioterapia, a orientação é manter cuidados suaves com o couro cabeludo, evitando produtos irritantes, procedimentos químicos, fontes excessivas de calor e tração dos fios remanescentes. Lenços, turbantes e perucas podem ser utilizados de acordo com o conforto e a preferência de cada mulher.

 Em alguns tratamentos, a equipe oncológica também pode avaliar a indicação do resfriamento do couro cabeludo, técnica utilizada para tentar reduzir a queda causada por determinados quimioterápicos.

Após o término da quimioterapia, os cabelos geralmente voltam a crescer, mas podem inicialmente apresentar diferenças de textura, espessura ou até tonalidade. 

“É preciso respeitar o tempo do folículo. Não é recomendado iniciar vitaminas, medicamentos ou terapias capilares por conta própria, principalmente durante um tratamento oncológico. Qualquer intervenção deve ser discutida com o oncologista e, quando necessário, acompanhada por um especialista em saúde capilar”, orienta Dr. Wellington. 

Se a queda persistir por período prolongado após o tratamento ou surgirem falhas, inflamação, coceira intensa ou alterações no couro cabeludo, uma avaliação especializada pode investigar outras causas e definir a conduta adequada.

Neste Outubro Rosa, a mensagem também passa pelo acolhimento: recuperar os cabelos pode fazer parte da reconstrução da autoestima, mas a prioridade sempre deve ser a segurança e o tratamento do câncer.

Assessoria de Imprensa

Patrícia França