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Análise do histórico de contribuições pode revelar períodos não contabilizados, inconsistências no cadastro e diferenças no valor do benefício

Pedir a aposentadoria assim que os requisitos mínimos são alcançados nem sempre é a decisão mais adequada. Antes de solicitar o benefício ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), especialistas recomendam uma análise detalhada de toda a trajetória contributiva. Vínculos ausentes, salários registrados incorretamente, contribuições não reconhecidas e períodos de trabalho que precisam ser comprovados podem interferir tanto no direito à aposentadoria quanto no valor recebido.

O tema ganha dimensão diante do alcance da Previdência: cerca de sete em cada dez benefícios previdenciários mantidos mensalmente pelo INSS são aposentadorias, correspondendo a 69% do total, segundo o próprio Instituto. Para o advogado previdenciário Pedro Dantas, o planejamento permite identificar problemas antes que eles apareçam durante a análise do pedido. 

“A aposentadoria deve ser pensada com antecedência. É preciso conferir o histórico contributivo, verificar se todos os vínculos estão registrados corretamente e analisar qual regra previdenciária se aplica ao segurado. Em alguns casos, um período que não foi considerado pode fazer diferença no benefício”, explica.

Um dos principais documentos dessa análise é o Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS), que reúne vínculos empregatícios, remunerações e contribuições previdenciárias. A conferência pode revelar lacunas ou divergências que precisam ser corrigidas.

Segundo Pedro Dantas, também é importante comparar cenários antes de protocolar o pedido. “Planejamento previdenciário não significa apenas descobrir quando a pessoa pode se aposentar, mas entender quando e em quais condições poderá solicitar o benefício. Uma decisão tomada sem essa análise pode acompanhar o segurado durante toda a aposentadoria”, alerta.

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