Suape vai receber nova termelétrica a gás natural com investimento de R$ 779 milhões

Foto: Divulgação/Suape Energia

A Usina Suape IV-B terá 123 MW de capacidade, deverá gerar 800 empregos na obra e 30 postos permanentes na operação.

O Complexo Industrial Portuário de Suape, em Pernambuco, vai receber a instalação da nova usina termelétrica Suape IV-B , movida a gás natural. O projeto será executado pela Suape Energia e prevê investimento total de R$ 779 milhões , dos quais R$ 509 milhões virão de financiamento do Banco do Nordeste.

A nova unidade terá 123 megawatts de capacidade instalada e foi vencedora do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026) . O empreendimento é o segundo anunciado pela empresa neste ano, após a inauguração da Térmica Suape II , primeira termelétrica movida a etanol do mundo.

Energia e cronograma

A eletricidade produzida pela planta terá como destino o Sistema Interligado Nacional (SIN) , contribuindo para a segurança energética do país. Segundo a Aneel, a operação comercial definitiva da usina deve começar em agosto de 2029 .

A empresa informou que o gás natural usado no funcionamento da térmica será fornecido pela Petrobras , com transporte feito pela infraestrutura já existente na região, conectando as malhas da TAG e da Copergás à usina em Suape.

Empregos e obras

A fase de implantação deve abrir cerca de 800 empregos diretos , além de ampliar a demanda por postos indiretos na cadeia de fornecedores, serviços e logística. As obras têm previsão inicial para o segundo semestre de 2026 , em uma área de aproximadamente dez hectares dentro do porto.

A Suape Energia também informou que vai priorizar a contratação de mão de obra dos municípios do entorno, especialmente Cabo de Santo Agostinho e Ipojuca , já que os candidatos atendem aos requisitos técnicos e legais.

Depois de concluir a obra e iniciar a operação comercial, a usina terá 30 vagas permanentes , voltadas para profissionais de nível superior especializado. Esses trabalhadores atuarão nas áreas de operação, manutenção, automação, monitoramento, gestão técnica e segurança operacional.

O projeto foi tratado como estratégia pela direção da empresa e pelo Banco do Nordeste, que destacou a importância do empreendimento para fortalecer a matriz elétrica e estimular novos investimentos na região.

Fonte: Movimento Econômico

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