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| Flávia Távora - Divulgação |
Muitas pessoas acreditam que escolhem seus parceiros apenas com base em afinidades, experiências e sentimentos. No entanto, especialistas defendem que os relacionamentos também são influenciados por histórias familiares construídas muito antes do primeiro namoro. A forma de amar, lidar com conflitos, demonstrar afeto e até enfrentar términos pode refletir padrões emocionais herdados ao longo das gerações.
A psicogenealogia e a abordagem transgeracional partem do princípio de que ninguém começa do zero quando decide amar. Além das características físicas, também são transmitidas crenças sobre relacionamentos, modelos de convivência, medos, formas de se vincular e dores emocionais que, muitas vezes, nunca foram elaboradas pela família. Para a terapeuta transgeracional Flávia Távora, o amor vivido na vida adulta carrega marcas das experiências afetivas construídas desde a infância.
“Fomos moldados pela forma como nossos pais se relacionaram, pelos conflitos que testemunhamos, pelos silêncios familiares e pelos padrões que se repetiram como se fossem destino. Isso cria um campo afetivo que influencia quem escolhemos e como nos comportamos nos relacionamentos”, explica.
Esse histórico invisível ajuda a compreender por que determinadas relações despertam emoções tão intensas. Medo do abandono, ciúmes excessivos, necessidade constante de aprovação ou dificuldade de confiar podem estar ligados a experiências emocionais herdadas. “O parceiro não é o causador da dor, mas muitas vezes funciona como um espelho que revela aquilo que já existia dentro de nós. Quando um relacionamento desperta reações desproporcionais, geralmente não estamos lidando apenas com o presente, mas com histórias familiares que ainda pedem reconhecimento”, afirma Flávia.
Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, os transtornos de ansiedade estão entre os problemas de saúde mental mais comuns no mundo, e conflitos afetivos figuram entre os fatores que contribuem para o sofrimento emocional de muitas pessoas. Nesse contexto, compreender os padrões que se repetem nos relacionamentos torna-se um importante exercício de autoconhecimento e cuidado com a saúde emocional.
Para Flávia Távora, amar de forma consciente significa diferenciar aquilo que pertence à própria história do que foi herdado da família. “Muitas vezes repetimos comportamentos sem perceber. Acreditamos que determinadas reações fazem parte da nossa personalidade, quando, na verdade, são lealdades invisíveis construídas ao longo das gerações. Quando identificamos esses padrões, abrimos espaço para fazer escolhas mais livres”, destaca.
A proposta da terapia transgeracional não é buscar culpados no passado, mas compreender os contextos que moldaram a história familiar. Ao reconhecer padrões de abandono, traição, silenciamento, dependência afetiva ou excesso de controle presentes na árvore genealógica, torna-se possível construir uma nova forma de se relacionar. “Relacionamentos conscientes deixam de ser palco de repetição e passam a ser espaço de crescimento e cura. É possível honrar a própria história sem repetir as dores que marcaram outras gerações”, pontua a terapeuta.
Mais do que encontrar a pessoa certa, o desafio é construir relações saudáveis. E esse processo começa quando cada indivíduo se permite olhar para sua própria história com honestidade e compreensão. Afinal, amar é um encontro entre duas pessoas, mas também entre duas trajetórias familiares. Quanto maior a consciência sobre essas heranças emocionais, maiores são as possibilidades de viver vínculos mais livres, maduros e duradouros.
SERVIÇO:
Terapeuta transgeracional Flávia Távora
Endereço: Rua das Pernambucanas, 136, sl 08 – Graças
Instagram: @flaviatavora_terapia
Assessoria de Imprensa
Patrícia França


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