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| Foto: Elvis Aleluia (Ascom/Sudene) |
Encontro promovido pela Sudene permitiu alinhar projetos estaduais a estratégias de financiamento
A carteira de projetos estruturantes do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE) alcançou 102 iniciativas com demanda estimada de R$ 144 bilhões em investimentos. Os números foram apresentados nesta quarta-feira (3) durante encontro promovido pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). A agenda reuniu governos estaduais, bancos de desenvolvimento e agências de cooperação para discutir alternativas de financiamento e viabilização de projetos para a Região.
O evento marcou a etapa final de um trabalho desenvolvido pela Autarquia em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) para qualificar a carteira regional de projetos, ampliar sua capacidade de atrair investimentos e fortalecer a governança das iniciativas. As propostas foram indicadas pelos governos estaduais e integram o principal instrumento de planejamento regional coordenado pela Sudene.
A agenda reuniu representantes dos governos da Bahia, Ceará, Minas Gerais, Pernambuco, Paraíba, Piauí, Rio Grande do Norte e Sergipe. Os estados apresentaram informações padronizadas sobre o estágio de maturidade dos projetos, necessidades de estruturação e estratégias de financiamento. Em seguida, os participantes se reuniram com instituições financeiras e organismos especializados para discutir caminhos de implementação das iniciativas. Participaram representantes do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Banco do Nordeste, Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e Escritório das Nações Unidas de Serviços para Projetos (UNOPS).
Na avaliação do superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, o momento é de transformar a carteira em oportunidades concretas de desenvolvimento regional. “Estamos diante de um conjunto expressivo de projetos que exigirá articulação permanente entre planejamento, financiamento e execução. O papel da Sudene é aproximar os diversos atores envolvidos, construir soluções financeiras e contribuir para que essas iniciativas avancem em direção à implementação”, afirmou.
Estados e prioridades
Considerando a distribuição territorial da carteira, a Bahia concentra o maior número de iniciativas, com 30 projetos que somam R$ 39,5 bilhões. Em seguida aparecem o Maranhão, com 23 projetos e demanda de R$ 1,5 bilhão; o Ceará, com dez projetos e R$ 3,7 bilhões; e o Rio Grande do Norte, com nove projetos estimados em R$ 6,4 bilhões. O Piauí reúne seis projetos com demanda de R$ 68,6 bilhões, representando o segundo maior volume de investimentos da carteira. Pernambuco também participa com seis projetos, estimados em R$ 19,9 bilhões. Minas Gerais e Sergipe apresentam, respectivamente, seis e cinco projetos, com demandas de R$ 54,9 milhões e R$ 1,7 bilhão. A carteira inclui ainda quatro projetos de Alagoas, avaliados em R$ 13,9 milhões, e três iniciativas da Paraíba, com demanda de R$ 2,5 bilhões.
A análise da carteira por eixo estratégico do PRDNE demonstrou a predominância de projetos voltados à ampliação da infraestrutura regional. Dos 102 empreendimentos, 56 estão enquadrados nesse eixo, concentrando R$ 115,8 bilhões em investimentos previstos, quase 80% do valor total da carteira. O segundo maior volume está associado ao eixo de desenvolvimento produtivo, que reúne 34 projetos e demanda estimada de R$ 26,7 bilhões. Os demais projetos distribuem-se entre meio ambiente, com cinco iniciativas e R$ 235,4 milhões; inovação, com quatro projetos e R$ 232,5 milhões; desenvolvimento social, com duas propostas e R$ 213,6 milhões; e educação, com um projeto avaliado em R$ 675 milhões.
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Foto: Elvis Aleluia (Ascom/Sudene) |
Articulação
A aproximação entre estados, instituições financeiras e agentes estruturadores foi apontada pelos participantes como um dos principais resultados do encontro promovido pela Sudene. Para o gerente de monitoramento da Secretaria Especial de Planejamento, Orçamento e Inovação de Sergipe, Diego Menezes, a iniciativa criou um ambiente favorável para transformar prioridades de governo em projetos mais preparados para captar recursos. “É um importante espaço de articulação entre os estados, instituições financeiras e parceiros estratégicos para o desenvolvimento regional. Estamos apresentando projetos que contribuem para a geração de emprego, renda e melhoria da qualidade de vida da população sergipana”, afirmou.
A participação das instituições financeiras também buscou aproximar os governos estaduais das possibilidades concretas de estruturação e financiamento. De acordo com o assessor do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Caio Ramos, o banco pode contribuir tanto por meio do financiamento direto quanto pelo apoio técnico à preparação dos projetos. “Além de financiar estados e empresas, o BNDES atua na modelagem econômica, financeira e jurídica dos empreendimentos, ajudando a estruturar concessões e parcerias público-privadas”, explicou. Para ele, iniciativas como a promovida pela Sudene ajudam a ampliar a capacidade de investimento na Região. “Grandes projetos, quando bem estruturados, criam condições para atrair mais recursos para o Nordeste e impulsionar a infraestrutura necessária ao desenvolvimento regional”, acrescentou.
Ascom Sudene

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