Gordura abdominal e menopausa: por que ela aumenta após os 45 anos

Dra. Leila Gonzaga - Divulgação

Muitas mulheres relatam que, após os 45 anos, o corpo começa a mudar mesmo sem alterações significativas na alimentação. A principal queixa é o aumento da gordura abdominal, especialmente na região da cintura. A explicação, segundo especialistas, está nas transformações hormonais que marcam a transição para a menopausa e impactam diretamente o metabolismo.

Segundo a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO), mais de 56% dos adultos brasileiros apresentam excesso de peso e cerca de 20% vivem com obesidade. Na faixa etária acima dos 45 anos- especialmente entre mulheres -, o acúmulo de gordura abdominal tende a ser mais frequente devido a alterações hormonais e ao impacto do declínio do estrogênio sobre a distribuição de gordura corporal.

Durante o climatério - período que antecede a menopausa -, ocorre queda gradual dos níveis de estrogênio, hormônio que exerce papel importante na distribuição da gordura corporal. Com essa redução, o organismo tende a modificar o padrão de acúmulo de gordura, favorecendo a região abdominal. “O estrogênio ajuda a manter a gordura mais distribuída no quadril e nas coxas. Quando ele diminui, o corpo passa a concentrar mais gordura na região central”, explica a médica Dra. Leila Gonzaga, especialista em emagrecimento e longevidade.

Além do estrogênio, outro hormônio que influencia diretamente esse processo é o cortisol, conhecido como hormônio do estresse. A rotina intensa, a sobrecarga emocional e alterações no sono — comuns nessa fase da vida — podem elevar seus níveis. “O excesso de cortisol está associado ao aumento da gordura visceral, que é aquela localizada profundamente no abdômen e relacionada a maior risco cardiovascular”, destaca a médica.

A gordura abdominal não é apenas uma questão estética. Estudos associam o acúmulo na região central a maior risco de diabetes tipo 2, hipertensão e doenças cardiovasculares. Segundo dados da Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (Abeso), mais da metade da população adulta brasileira apresenta excesso de peso, e o risco metabólico tende a aumentar com a idade.

Outro fator que contribui para essa mudança corporal é a perda progressiva de massa muscular após os 40 anos. Com menos músculo, o gasto energético basal diminui, facilitando o ganho de peso mesmo com ingestão calórica semelhante à de anos anteriores. “A mulher não está fazendo tudo errado. O metabolismo realmente muda. Por isso, a estratégia precisa ser ajustada à nova fase hormonal”, reforça Leila Gonzaga.

A médica orienta que o enfrentamento desse processo deve ser feito com abordagem individualizada, incluindo avaliação hormonal, análise de composição corporal e revisão de hábitos de sono, alimentação e atividade física. “Não se trata de soluções radicais, mas de estratégia metabólica. Preservar massa muscular, controlar o estresse e avaliar possíveis deficiências hormonais são pilares para manter saúde e qualidade de vida”, afirma.

Fonte:

Dra. Leila Gonzaga – médica especialista em emagrecimento e longevidade

SERVIÇO: 

Clínica de Longevidade e Emagrecimento

Endereço: Rua Guimarães Peixoto, 75 - Casa Amarela

Instagram: @dra.leilagonzaga / @clinicaclee

Assessoria de Imprensa

Patrícia França









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