Imposto de Renda 2026: veja como evitar cair na malha fina

Paulo de Tarso - Divulgação

Com o início do prazo de entrega da declaração do Imposto de Renda 2026, aumenta também a preocupação dos contribuintes com o risco de cair na malha fina. Todos os anos, milhões de declarações são retidas pela Receita Federal por inconsistências nas informações, principalmente relacionadas à omissão de rendimentos, erros em despesas médicas e divergências de dados. Em um cenário de cruzamento eletrônico cada vez mais rigoroso, especialistas alertam que a atenção aos detalhes é fundamental para evitar problemas com o Fisco.

De acordo com o contador Paulo de Tarso, da CSMalta Contabilidade, o principal erro ainda é a falta de conferência das informações antes do envio da declaração. “Muitos contribuintes acreditam que a declaração pré-preenchida resolve tudo, mas isso não é verdade. É essencial revisar todos os dados, especialmente rendimentos, despesas e informações de dependentes”, explica.

Entre os pontos de maior atenção está a omissão de rendimentos. Isso ocorre, por exemplo, quando o contribuinte esquece de declarar um trabalho temporário, um aluguel recebido ou rendimentos de contas bancárias e aplicações financeiras. “A Receita cruza automaticamente dados enviados por empresas, bancos e operadoras de saúde. Se alguma informação não for declarada corretamente, a inconsistência é identificada rapidamente”, alerta o especialista.

Outro erro recorrente envolve as despesas médicas. Embora sejam totalmente dedutíveis, esses gastos estão entre os principais motivos de retenção na malha fina. “O contribuinte precisa ter comprovantes válidos e declarar exatamente os valores informados pelos prestadores de serviço. Qualquer divergência pode gerar questionamento”, destaca Paulo de Tarso.

A inclusão de dependentes também exige cuidado. É comum que contribuintes deixem de informar rendimentos vinculados ao dependente ou incluam a mesma pessoa em mais de uma declaração, o que pode gerar inconsistências. Além disso, despesas com educação devem respeitar os limites estabelecidos pela Receita Federal.

Para reduzir riscos, a orientação é iniciar a organização com antecedência, reunindo informes de rendimentos, comprovantes de despesas médicas e educacionais, documentos de bens e registros de investimentos. A revisão das informações antes do envio também é considerada essencial. “A pressa é uma das maiores inimigas do contribuinte. Quem deixa para declarar na última hora aumenta significativamente a chance de erro”, afirma o contador.

Outro ponto importante é acompanhar a situação da declaração após o envio. Caso haja alguma inconsistência, o contribuinte pode fazer a retificação antes de ser intimado pela Receita, o que reduz complicações futuras. “A retificação é uma ferramenta importante e deve ser usada sempre que houver necessidade de correção”, orienta.

Para Paulo de Tarso, a melhor forma de evitar problemas com o Imposto de Renda é tratar a declaração como parte do planejamento financeiro. “O Imposto de Renda não deve ser visto como uma obrigação isolada, mas como um reflexo da organização financeira ao longo do ano. Quem mantém controle sobre seus rendimentos e despesas enfrenta esse período com muito mais tranquilidade”, conclui.

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