Habitat Brasil e Fundação Salvador Arena vão restaurar 42 casas em Afogados, no Recife

Divulgação/ONG Habitat para a Humanidade Brasil


Iniciativa busca melhorar condições de moradia em área marcada pela mobilização comunitária em defesa do território
 

42 famílias da comunidade Vila Sul, no bairro de Afogados, na zona oeste do Recife, terão suas casas restauradas a partir de abril por meio de uma iniciativa da da Fundação Salvador Arena, com apoio técnico e social da ONG Habitat para a Humanidade Brasil. As obras devem ser concluídas até outubro de 2026 e contam com investimento médio de R$40 mil em cada moradia, com foco na melhoria das condições de habitabilidade das casas que hoje apresentam situações estruturais precárias. O projeto Melhoria nas Favelas já teve duas edições na comunidade do Coque, no Recife, onde 60 famílias tiveram suas moradias transformadas para garantir saúde e dignidade.

O diagnóstico realizado pela Habitat Brasil na comunidade identificou casas sem acesso a banheiro, sem ventilação, telhados deteriorados, infiltrações nos pisos, condições que afetam diretamente a saúde, a segurança e o bem-estar das famílias. Esta é a primeira vez que o projeto será realizado na região, que tem histórico de mobilização comunitária em defesa do território e por estar localizada em uma Zona Especial de Interesse Social (ZEIS) — áreas definidas nos planos diretores municipais destinadas à moradia da população de baixa renda. 

Segundo dados da Prefeitura do Recife, o bairro de Afogados possui população superior a 35 mil pessoas, composta majoritariamente por pessoas pretas (9,19%) e pardas (51,78%). A renda média por domicílio é relativamente baixa, em torno de R$ 1.545,82. A região é caracterizada por moradias construídas ao longo do tempo pelos próprios moradores e enfrenta desafios comuns a comunidades consolidadas em terrenos irregulares, como acesso limitado ao saneamento básico e processos de regularização fundiária.
 

"Intervenções como essa reforçam o papel das ZEIS como instrumentos de garantia do direito à moradia e de ordenamento do território. Estamos falando de um nível de investimento por moradia que permite enfrentar, de forma estruturada, inadequações construtivas, sanitárias e precariedade de iluminação e ventilação naturais que comprometem as condições de habitabilidade. No curto prazo, isso se traduz em casas mais seguras e salubres — com melhor acesso à água, ambientes mais ventilados, sem infiltrações e mais adequados à limpeza — reduzindo riscos no ambiente doméstico, especialmente para crianças e idosos. No médio e longo prazo, contribui para a consolidação urbana da área e a permanência digna das famílias. Em parceria com a Fundação Salvador Arena, a Habitat Brasil avança com soluções técnicas que demonstram que a melhoria habitacional é necessária e financeiramente viável, e que deve integrar o conjunto de soluções de acesso à moradia no país. Quando realizada com qualidade, produz efeitos imediatos, concretos e duradouros na vida das pessoas, “ conta Mohema Rolim, gerente de Programas da Habitat para a Humanidade Brasil.
 

“Acreditamos que o acesso à moradia digna é um dos pilares fundamentais para a promoção da qualidade de vida e da transformação social. Apoiar iniciativas como essa, em parceria com a Habitat Brasil, reforça nosso compromisso em contribuir para a melhoria das condições de vida de comunidades em situação de vulnerabilidade, promovendo não apenas infraestrutura, mas também saúde, segurança e dignidade para as famílias,” afirma responsável pela área de Desenvolvimento e Promoção Social da Fundação Salvador Arena.
 

Sobre a Habitat para a Humanidade Brasil

Habitat para a Humanidade Brasil é uma organização da sociedade civil que, há mais de 33 anos, atua para combater as desigualdades e garantir que pessoas em condições de pobreza tenham um lugar digno para viver. Presente em mais de 70 países, a organização promove a incidência em políticas públicas pelo direito à cidade e soluções de acesso à moradia, à água e ao saneamento, em articulação com diversos setores e comunidades.
 

Assessoria de Imprensa

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