No Recife, criança com paralisia cerebral ganha casa mais acessível


Intervenção realizada pela Prefeitura do Recife, através do programa Casa Sem Barreiras. garante mais acessibilidade à residência de Maria Júlia Furtuozo, de 4 anos, que agora conta com banheiros adaptados, portas mais largas, acessos adequados, barras de apoio e outras melhorias estruturais


A pequena Maria Júlia Furtuozo da Silva Freitas, de 4 anos, diagnosticada com paralisia cerebral, agora vive em uma casa mais acessível e adequada às suas necessidades. A Prefeitura do Recife entregou, neste sábado (28), a intervenção realizada no imóvel onde a criança mora, localizado na Rua Buritis, na comunidade do Alto do Céu, no bairro de Água Fria. A entrega contou com a presença do prefeito João Campos e do vice-prefeito Victor Marques e integra o Programa Casa Sem Barreiras, iniciativa que promove melhorias de acessibilidade em residências onde vivem pessoas usuárias de cadeiras de rodas.



Durante a entrega, o prefeito João Campos destacou o impacto social do programa e o esforço coletivo para viabilizar as intervenções. “O mais importante é cuidar das pessoas e garantir direitos para quem mais precisa. Esse é um trabalho feito a muitas mãos, e o programa vai continuar até que mais casas do Recife se tornem acessíveis”, afirmou.



Devido à sua condição, Maria Júlia necessita de acompanhamento médico periódico, além de terapias e cuidados físicos contínuos. As obras incluíram adaptação do banheiro, alargamento de portas, adequação dos acessos, instalação de barras de apoio e outras melhorias estruturais, com investimento total de R$ 18 mil. Parte dos equipamentos como, barras de apoio, vaso sanitário, chuveiro, porta de correr, pia, lavatório e revestimentos, foram doados pela Ferreira Costa.


O vice-prefeito Victor Marques ressaltou o impacto das intervenções na rotina das famílias beneficiadas. “Pode parecer algo pequeno para quem vê de fora, mas tem um impacto gigantesco. Agora ela tem rampa, banheiro acessível e espaços adequados, garantindo mais dignidade e qualidade de vida”, destacou.


Para os pais da criança, Janaína Furtuoso e Moabe da Silva, as mudanças transformaram o dia a dia da família. “Era muito difícil sair com ela ou realizar atividades simples. Agora consigo ir ao mercado e à padaria com ela ao meu lado. A maior dificuldade era o banho, e hoje ela tem um banheiro acessível só para ela. É um sonho realizado”, afirmou a mãe de Maria Júlia.


PROGRAMA PRAIA SEM BARREIRAS - O imóvel é o segundo entregue pelo Programa Casa Sem Barreiras desde seu lançamento, no fim do ano passado, garantindo mais acessibilidade, segurança e autonomia para a criança e sua família. Outras obras estão em andamento na cidade.


O secretário de Ordem Pública e Segurança do Recife, Alexandre Rebêlo Távora, explicou que o programa atua diretamente nas residências de famílias em situação de vulnerabilidade social, promovendo adaptações essenciais para mobilidade e autonomia. “Estamos entrando nas casas com um olhar de acessibilidade, buscando famílias que precisam dessas adaptações. São intervenções que não têm custo elevado, mas transformam completamente a vida das pessoas”, afirmou.


As melhorias do Programa Casa Sem Barreiras são executadas pela Secretaria de Ordem Pública e Segurança (Seops), por meio da Secretaria Executiva de Defesa Civil (Sedec), responsável pelo projeto, fornecimento de materiais e execução das obras. As intervenções incluem adaptação de sanitários, alargamento de portas, instalação de barras de apoio e outras adequações estruturais.


A Defesa Civil do Recife conta com equipes especializadas em obras emergenciais e pequenas intervenções estruturais em imóveis vulneráveis, garantindo mais eficiência, agilidade e capacidade de resposta às demandas sociais.


CRITÉRIOS - Os critérios de seleção seguem as legislações municipal e federal. Além da prioridade para pessoas usuárias de cadeiras de rodas, o programa considera famílias inscritas no CadÚnico, presença de idosos, maior precariedade habitacional, maior número de moradores e lares chefiados por mulheres.


Esses fatores permitem que o programa alcance primeiro residências em maior situação de vulnerabilidade social, onde as intervenções geram maior impacto na qualidade de vida.


Fotos: Vanessa Alcântara/Prefeitura do Recife

Assessoria de Imprensa

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