Relatório da CPRH aponta sete praias impróprias para banho em Pernambuco
Notícias do Recife, Região Metropolitana e Pernambuco, com política, serviços, cultura e jornalismo de proximidade por Evanndro Lira.

Praia do Pina. (Foto: Sol Pulquério/PCR)
Monitoramento semanal indica restrições em áreas do Recife, Olinda, Paulista e Ilha de Itamaracá
O mais recente relatório de balneabilidade divulgado pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH) indica que Pernambuco registra, atualmente, sete praias consideradas impróprias para banho. Os dados são referentes à coleta realizada no dia 22 de dezembro de 2025 e seguem os critérios estabelecidos pela Resolução CONAMA nº 274/00, que define os padrões de qualidade da água destinada à recreação de contato primário.
Entre os pontos classificados como impróprios está a Praia do Pina, na Zona Sul do Recife, com amostragem realizada em frente à Rua Comendador Moraes. Em Olinda, aparecem na lista as praias de Rio Doce, Carmo e Milagres. Também foram consideradas inadequadas para banho as praias de Jaguaribe e Pilar, na Ilha de Itamaracá, além da praia do Janga, no município de Paulista.
Critérios de avaliação da balneabilidade
A CPRH realiza o monitoramento de forma semanal, analisando a qualidade das águas a partir da concentração de bactérias do tipo enterococo. O enquadramento leva em conta um conjunto de cinco semanas consecutivas de amostras, ou cinco coletas realizadas com intervalo mínimo de 24 horas entre elas.
De acordo com a normativa, águas salinas são consideradas próprias quando 80% ou mais das amostras apresentam, no máximo, 100 enterococos por 100 mL. Caso não atendam a esse parâmetro, ou se a última amostragem registrar mais de 400 enterococos por 100 mL, o local é classificado como impróprio para banho.
Recomendações à população
Diante do resultado, a CPRH orienta que a população evite o banho de mar nas praias consideradas impróprias durante a semana de vigência do relatório. O órgão também desaconselha o contato com a água em locais com incidência elevada de doenças de veiculação hídrica, presença de esgotos, resíduos sólidos ou líquidos, óleos, graxas, além de floração de algas ou outros organismos que possam oferecer risco à saúde ou comprometer a recreação.
O acompanhamento constante dos boletins de balneabilidade é recomendado, especialmente durante o período de maior fluxo de banhistas no litoral pernambucano.
Fonte: Diario de Pernambuco
Olá, Sou Lúcio Mustafá, morador da beira mar, fronteira entre Pina e Boa Viagem. Hoje é 20 de fevereiro de 2026.
ResponderExcluirNos últimos dias, andando pela praia, constatei a grande presença de lixo urbano vindo do mar na praia do Pina e de Boa Viagem.
Perguntei para um gari da Prefeitura que me informou tratar-se do “arroto”: estouro de grande quantidade de lixo vinda dos canais e despejada repentinamente, em grande quantidade no mar, entre Brasília Teimosa e Pina.
Uma limpeza de recolhimento desse lixo eliminou superficialmente a aparência de grave poluição, mas a quantidade de algas sendo lançada na areia pela maré é bem significativa.
Percebi também uma espuma amarelenta (diferente da espuma saudável do mar) persistindo no encontro da água com a areia. Há banhistas que continuam a entrar na praia depois daquilo: em Brasília Teimosa, Pina e Boa Viagem, como se não comportasse risco para a saúde deles?
Será que as autoridades evitam avisar a população para não causar pânico? Será justo para com os banhistas citados? Pode-se aceitar que algumas pessoas adoeçam para que se evite o pânico e a baixa no fluxo de turismo nesses tempos de carnaval e pós carnaval?
Será mesmo que se trata de um problema a ser gerenciado dessa forma ou seria o caso de envolver governantes e população numa responsabilidade compartilhada pró-saneamento de rios e praias?