Escolha da mochila escolar: ortopedista alerta para cuidados que protegem a coluna

Dr. Túlio Rangel - Divulgação

Com a proximidade do retorno às aulas, pais e responsáveis devem redobrar a atenção não apenas ao material escolar, mas também à escolha da mochila, item que pode influenciar diretamente a saúde da coluna de crianças e adolescentes. O uso inadequado de mochilas pesadas ou mal ajustadas está associado a dores nas costas, alterações posturais e sobrecarga muscular ainda na fase de crescimento.

De acordo com o ortopedista especialista em coluna do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Recife (IOT), Dr. Túlio Rangel, a mochila errada pode comprometer o alinhamento natural do corpo. “Quando a criança carrega peso excessivo ou utiliza uma mochila inadequada, o corpo tenta compensar inclinando o tronco ou elevando os ombros. Com o tempo, isso pode gerar dor, fadiga muscular e problemas posturais”, explica o médico.

Para evitar esses riscos, o especialista orienta que a mochila seja escolhida com critérios simples, mas fundamentais. O primeiro deles é o peso, que não deve ultrapassar 10% do peso corporal da criança. “Uma criança de 30 quilos, por exemplo, não deve carregar mais do que três quilos diariamente”, ressalta Dr. Túlio.

Outro ponto importante é o tamanho da mochila, que deve ser proporcional à estatura do aluno. O modelo ideal não deve ultrapassar a linha dos ombros nem descer abaixo da cintura. Além disso, a mochila precisa ter alças largas, acolchoadas e reguláveis, permitindo que o peso seja distribuído de forma equilibrada nos dois lados do corpo.

O especialista também destaca a importância do uso correto. “A mochila deve ser usada sempre com as duas alças, ajustadas de forma que fique bem próxima às costas. Pendurar a mochila em apenas um ombro provoca sobrecarga unilateral e favorece desvios posturais”, alerta.

Na organização interna, a recomendação é posicionar os materiais mais pesados próximos às costas, mantendo os itens mais leves nos compartimentos externos. Mochilas com divisórias ajudam a distribuir melhor o peso e evitam que os objetos fiquem soltos, aumentando a sobrecarga durante a caminhada.

Dr. Túlio Rangel orienta ainda que mochilas com rodinhas podem ser uma alternativa, desde que usadas corretamente. “Elas são indicadas principalmente quando o peso é maior, mas é importante observar se a criança não precisa subir escadas com frequência ou puxar a mochila com o tronco torcido, o que também pode gerar problemas na coluna”, pontua.

Sinais como dor nas costas, cansaço excessivo, postura inclinada ou dificuldade para caminhar com a mochila são alertas de que algo não vai bem. Nesses casos, a avaliação ortopédica é indicada para evitar que desconfortos temporários evoluam para problemas mais duradouros.

O Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Recife (IOT) reforça que a prevenção começa cedo. “Cuidar da coluna na infância é investir na saúde do adulto do futuro. Pequenas escolhas no dia a dia escolar fazem grande diferença no desenvolvimento postural”, conclui o Dr. Túlio Rangel.

SERVIÇO:

Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Recife (IOT)

Endereço: Av. Agamenon Magalhães, 4760 – Paissandu – Recife – PE

Instagram: @iot.recife


Assessoria de Imprensa

Patrícia França

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